Golpe é Golpe’ no Recife

Os pratos do projeto de  arte publica Fome Nunca Mais – Memória de um Sacrifício voltaram as praças, pela terceira vez,  para dialogar como  povo brasileiro sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil.

 Desta vez,  dos 136 pratos que foram em 1999 as praças de 15 capitais contra a miséria , apenas 52 estão participando da intervenção ‘Golpe é Golpe’ para representar NOSSA FOME POR DEMOCRACIA  e os 52 anos de luta pela redemocratização do país.

O retorno dos  pratos aconteceu recentemente, dia 30 de  julho  na praça  do Diário, no Recife,  através do coletivo CARTE-Í . A intervenção   não foi diferente das outras  vezes.  Muitos das pessoas que pararam em  frente a instalação de pratos não se intimidaram em  expressar  gritando  “ Fora Temer”  e   deixaram-se fotografar com os pratos mãos com a palavra GOLPE. 

  Além  disso  realizaram alguns     comentários  que merecem  nossa reflexão:  ‘ Estamos  vivendo  um retrocesso acelerado.  Apesar   dos avanços  sociais nos  últimos tempos , não  cuidando como deveríamos da nossa frágil democracia., Este Golpe não é só contra uma Presidenta, mas principalmente, contra os  direitos dos menos favorecidos., O que temo, depois disso tudo, é que  o brasileiro volte  ao estado de miséria de  antes.’  

A próxima  intervenção urbana acontecerá em Brasília, dia 29 de agosto, durante manifestação contra e prol  impeachment.

Abaixo, imagens da intervenção no Recife.








    

‘Golpe é Golpe’

Cerca de 150 pratos estiveram em intervenções urbanas em praças de 15 capitais brasileiras (entre elas a Praça Nossa Senhora do Carmo, no Recife – lutando contra a miséria, em 1999, e celebrando os avanços democráticos e sociais, em 2009 – pelo projeto de arte publica‘Fome Nunca Mais – Memória de um sacrifício’, do artista plástico Severino Iabá.

Esses pratos voltam a público  numa nova intervenção urbana sobre os últimos acontecimentos políticos no Brasil através do coletivo Carte-i.

Será realizado o sítio específico ‘Golpe é Golpe’, fazendo paralelos entre o‘fome nunca mais’, e a nossa fome por democracia.

O sitio específico será realizado no próximo sábado, dia 30 de julho, ás 10 horas, na Praça do Diário, no centro do Recife.


Contato: contato@elianevelozo.com



Servidão nunca mais

Quando meu país estava no fundo do poço eles"toleraram" para que os filhos do povo reerguesse a nação. O Brasil mudou muito, mas as formas perversas de fazer política, ainda não. Agora, aproveitam-se da falta de nitidez política da maioria da população para desqualificar  e condenar o povo ao retorno da servidão.

Fazermos uma leitura das artimanhas  que envolvem este momento eleitoral  é fundamental para não retrocedermos na história e avançarmos em direção a uma sociedade mais justa, solidária e sustentável.



Texto em construção....

Fome Nunca Mais: um apelo à memória, à ética e à sustentabilidade

O projeto de arte pública “Fome Nunca Mais: Memórias de um Sacrifício” finalizado na praça dos Três Poderes, no dia 1º de maio de 2010, depois da minha segunda viagem pelas praças do Brasil e de ter presenciado diversas manifestações espontâneas nestes lugares, posso confirmar que a miséria do povo brasileiro, observada e denunciada há uma década através da Via-crucis da Fome e do Desemprego, foi minimizada pelo crescimento econômico e pelas políticas sociais do atual governo brasileiro. A auto-estima do povo melhorou. Hoje há mais emprego e comida na mesa do brasileiro.

No entanto, essas manifestações deixaram no ar algumas preocupações quanto à sustentabilidade dessas conquistas ao questionarem o atual modelo de desenvolvimento, que ainda desrespeita a vida e o meio ambiente, a falta de ética na política brasileira (corrupção) e também a idéia de que o país esqueça o passado e volte a cometer os mesmos erros, especialmente nas próximas eleições.

Durante o projeto, foram destacados alguns problemas pelas pessoas em praças públicas,como a violência e a degradação ambiental,inclusive a urgência de melhoria da educação, da saúde, saneamento básico e do transporte público.

Depois desta segunda viagem, pretendo escrever um livro sobre minhas experiências estéticas da primeira e da segunda viagem. Estou voltando mais esperançoso ao perceber que o país avançou em vários aspectos. Reduzimos seu índice de pobreza e de miséria, mas não o suficiente para acabar com as desigualdades e injustiças sociais. Temos certeza de que continuaremos lutando por isso e muito mais. Diferente de dez anos atrás, quando acolhi nos pratos a indignação e o sofrimento do povo brasileiro, hoje celebro com flores nos mesmos pratos e na mesma praça, a satisfação de meu povo e a esperança daqueles que juntos tornaram isto possível. Ressaltamos o trabalho de nosso Betinho, cujos ideais de justiça e solidariedade me levaram a esta experiência estética e política.

O Fome Nunca Mais ao meu ver é isso: um apelo à memória para que não voltemos a cometer os mesmo erros do passado e um grito cidadão pela vida, ética e sustentabilidade em tudo que já conquistamos e haveremos de realizar por um país melhor, mais justo, solidário e sustentável.

Severino Iabá, artista plástico

Brasília, 1º de maio de 2010


Abaixo imagens do projeto Fome Nunca Mais na praça dos Três Poderes - Brasília no dia 1º de maio de 2010
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" Oratórios do Sacrifício Brasileiro" chegam à Brasília - DF

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No próximo dia 1º de maio, das 10:30 às 16 horas será realizada na Praça dos três Poderes de Brasília uma exposição de arte do artista plástico Severino Iabá intitulada de “Oratórios do Sacrifício Brasileiro“ em homenagem ao sociólogo Herbert de Sousa, o Betinho e os trabalhadores brasileiros.

Trata-se de uma instalação do projeto de arte publica Fome nunca Mais – Memória de um Sacrifício”,composta por 15 oratórios criados com caixotes de frutas vazios, que serão expostos no chão da praça em forma de um circulo. No interior de cada oratório, um prato de alumínio contendo imagem digitalizada capturada pelo artista em sua outra instalação “O sacrifício”, realizado em praças de diversas cidades brasileiras entre 1999 e 2000.

O trabalho é um dos resultados das experiências cidadã e estética vividas há dez anos, num dos momentos críticos da sociedade brasileira, realizado em resposta aos apelos da sociedade contra a exclusão social. Anos após a morte do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, o artista plástico Severino Iabá, solidário a sua luta realizou em praças de 15 cidades brasileiras o projeto de arte pública "A Via Crúcis da Fome e do Desemprego".

Passado dez anos, o artista volta a algumas dessas praças com o projeto “Fome Nunca Mais - Memórias de um Sacrifício" com o intuito de reencontrar o povo brasileiro e refletir se houve mudanças no que se refere aos dramas sociais denunciado à época e acolher dos mesmos outras contradições que ainda afligem a sociedade.

Estes oratórios, criados pelo artista em 2009, inspirados nas obras barrocas de Minas Gerais,(recentemente transformados pelo público e artista em exposição na praça Sete de Belo Horizonte) já percorreram outras cidades de Minas e do Brasil, tais como Poços de Caldas e Contagem (MG), Recife (PE) e João Pessoa (PB) e Surubim (PE).

A montagem da instalação em Brasília terá a participação das pessoas presentes no local. Neste mesmo dia será encerrado o projeto “Fome Nunca Mais – Memória de um sacrifício” e publicada posteriormente uma segunda carta ao povo brasileiro sobre as experiências dessa segunda operação de arte pública.

Mais informações e imagens para divulgação do projeto no http://portaldofomenuncamais.blogspot.com/

Contato ( 031)9171 1314 /severinoiaba@yahoo.com.br

JORNAIS: Abaixo,instalação "O Sacrifício" na Praça dos Três Poderes, Praça do Relógio e no corredor do Anexo 2 do Congresso Nacional.







Imagens recentes dos oratórios que irão a Brasília - DF

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Imagens recentes dos oratórios transformados com a participação do público e após as homenagens do projeto ao Aleijadinho e seus inconfidentes na Praça Sete de Belo Horizonte, dia 21 de abril de 3010. Abaixo, imagens para divulgação de alguns oratórios que serão exposto na Praça dos Três Poderes de Brasília-DF, dia 1º de maio,das 11 às 16 horas.